Uso de mercenários da EMP Vagner em Belarus – uma operação especial da inteligência russa

O chefe da Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR), Kyrylo Budanov, disse que o recente deslocamento a Belarus de mercenários empresa militar privada (EMP) Vagner, que acabaram sendo detidos pela polícia do país, foi uma operação especial conduzida por agências de segurança russas.
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Head of the Main Intelligence Directorate of Ukraine's defense ministry (GUR) Kyrylo Budanov says that the recent deployment in Belarus of militants with the Wagner private military company, who were eventually detained by the country's law enforcement, was a special operation conducted by Russian security agencies.

“Em primeiro lugar, dezenas de pessoas endurecidas em operações militares em conflitos híbridos em vários países, incluindo na região ucraniana de Donbas, surgiram na capital da Belarus logo na véspera da eleição presidencial fatídica. Em segundo lugar, apenas os ignorantes acreditariam em um conto de fadas sobre esses militantes 'ingênuos' sendo atraídos para Minsk”, disse Budanov em um comentário ao Ukrinform, citado pela agência noticiosa Interfax.

Segundo ele, todas as “chamadas empresas militares privadas russas” operam diretamente sob a supervisão das forças de segurança russas e nunca agem sem sua permissão e coordenação, “mesmo que cumpram as ordens privadas”.

“Em terceiro lugar, uma versão falsa muito detalhada sobre o suposto envolvimento do SBU [Serviço de Segurança da Ucrânia] na emergência das tropas de Vagrner em Minsk foi divulgada pelos serviços especiais russos por meio do jornal russo Komsomolskaya Pravda já em 6 de agosto. Ou seja, uma semana depois as forças de segurança belarusas detiveram os militantes e o governo da Belarus acusou publicamente a Rússia de tentar influenciar o resultado das eleições. Em terceiro lugar, em linhas paralelas, esta versão teve apoio no espaço público ucraniano por parte de certos especialistas políticos e [pessoas] nas redes sociais, que podem ser conotados como pró-Rússia”, enfatizou Budanov.

O chefe da inteligência militar observou que, normalmente, tais operações são elaboradas minuciosamente e com bastante antecedência, todos os detalhes do encobrimento sendo elaborados. “Portanto, é mais provável que o lado russo estivesse preparando uma versão falsa do suposto envolvimento da SBU com antecedência”, concluiu Budanov.

Como a mídia ucraniana noticiou anteriormente, os serviços especiais ucranianos estavam supostamente preparando uma operação em grande escala para deter um grupo de mercenários da EMP Vagner, e para esse fim eles supostamente os atraíram para a Belarus. No entanto, os relatórios afirmam, depois que os chefes de inteligência finalmente se reportaram ao Gabinete do Presidente antes do estágio final da operação, toda a missão falhou.

Em 14 de agosto, soube-se que a Belarus devolveu à Rússia o grupo de 32 mercenários da EMP Vagner, detidos fora de Minsk em 29 de julho. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, referiu-se à ação da Belarus como uma decisão “injusta”, alertando sobre possíveis “consequências catastróficas” da mesma.

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